De La Terre Plano de Expansão · 2026
Da floresta para três novas vitrines

Transformar o PDRN vegetal no produto que apresenta a marca ao Brasil.

Hoje a De La Terre vende com um só canal. O plano abaixo abre Google, TikTok e Pinterest sem perder a rentabilidade do Meta — usando o sérum PDRN como porta de entrada num momento em que esse ativo é a tendência nº 1 de skincare para 2026.

R$ 20k
Faturamento/mês hoje
3–4×
ROAS atual (Meta)
1
Canal de venda hoje
+3
Canais a abrir

O diagnóstico em uma frase

Temos um produto na crista de uma onda — e dependemos de um único remo.

Concentrar 100% da receita no Meta significa que qualquer oscilação de CPM, bloqueio de conta ou fadiga de criativo derruba o faturamento inteiro. Ao mesmo tempo, o PDRN está sendo apontado pela WGSN como uma das principais tendências de skincare para 2026, e ainda é pouco difundido no Brasil — grandes marcas como Payot e Dermage só agora estão lançando suas versões. Nosso diferencial, o PDRN vegetal, separa a De La Terre dos concorrentes que usam PDRN de origem animal (salmão). Essa janela de pioneirismo não fica aberta para sempre.

Fontes: WGSN via Brazil Beauty News (jan/2026); lançamentos Payot Essencial e Dermage Exocare PDRN (2025–2026).

A tese: cada canal tem um papel diferente

O erro mais comum ao expandir é tratar todo canal como "mais um lugar para rodar o mesmo anúncio de conversão". Cada plataforma ocupa um estágio distinto da jornada. O Meta continua sendo o motor; os novos canais cobrem o que ele não alcança.

Descoberta — alguém nem sabia que precisava de PDRN
↳ TikTok (conteúdo/creators) · Pinterest (inspiração de rotina) · Meta (topo)
Consideração — está pesquisando "sérum PDRN", "melasma", "anti-idade natural"
↳ Google Search · Pinterest (salvar para depois) · remarketing Meta
Conversão — decidiu comprar, comparando onde
↳ Google Shopping/PMax · Search de marca · remarketing em todos os canais
Princípio de ouro: não cortar o Meta para financiar os novos canais. A verba nova entra de forma incremental e escalonada, validando ROAS canal a canal antes de aumentar. Quem corta o que funciona para testar o que é incerto perde nos dois lados.

Ordem de prioridade dos canais

① Google · menor risco

Captura quem já está procurando. Alta intenção, resultado mais rápido, mais previsível. É o primeiro canal a abrir.

Prioridade máxima

② TikTok · maior alcance

Beleza é a categoria nº 1 do TikTok. Motor de descoberta e demonstração — onde o PDRN vira desejo. Constrói marca e alimenta os outros canais.

Alto potencial

③ Pinterest · menor custo

CPMs baixos, intenção de compra real e conteúdo que dura meses. Excelente para skincare. Entra de forma enxuta e sempre-ativa.

Evergreen barato
Fonte: NEXA MIND / Beauty Fair — beleza e cosméticos é a categoria nº 1 do TikTok globalmente; 58% dos usuários do TikTok Shop concluíram compra após descobrir o produto no app (Relatório TikTok + LCA, jun/2026).
M
O motor · base de toda a operação

Meta: profissionalizar o que já funciona

Já rodamos topo, meio e fundo de funil no Meta com ROAS 3–4 — então aqui o trabalho não é reconstruir, é blindar a base e extrair mais dela. Três frentes: estruturar a conta no padrão de 2026, sistematizar o criativo vencedor (UGC de transformação), e fazer o Meta conversar com os novos canais em vez de competir por crédito com eles.

O risco silencioso da expansão: ao ligar Google, TikTok, Pinterest e YouTube, o ROAS relatado do Meta vai parecer cair — não porque ele piorou, mas porque várias plataformas passam a reivindicar a mesma venda. Se reagirmos cortando o Meta com base nesse número, quebramos o motor. A defesa é olhar o ROAS combinado e a incrementalidade, nunca o ROAS isolado de cada painel.

A estrutura de conta recomendada (2026)

A tendência consolidada é consolidar: menos campanhas, públicos mais amplos, e deixar a IA do Meta otimizar com volume de dados. Estrutura enxuta de três blocos:

TOPO — Prospecção fria (público amplo / Advantage+)
↳ UGC de transformação · objetivo de compra · deixar o algoritmo achar o público
MEIO — Aquecidos (engajou, viu vídeo, visitou site)
↳ depoimentos + premiação + prova de eficácia · quebra de objeção
FUNDO — Intenção alta (carrinho, viu produto, add-to-cart)
↳ catálogo dinâmico (DPA) · oferta/cupom · urgência · frete grátis acima de R$200

As três frentes de otimização

① Advantage+ Shopping (ASC)

É o cavalo de batalha de e-commerce no Meta. Consolida a prospecção de topo num motor único de IA. Migrar o grosso do topo para ASC e usar a regra de "existing customers" para separar aquisição de recompra. Deixa o algoritmo respirar com público amplo + criativo forte.

Motor de aquisição

② Retargeting de catálogo (DPA)

O fundo de funil mais rentável: anúncios dinâmicos que mostram exatamente o produto que a pessoa viu. Segmentar por janelas (1–3 dias = quente, 4–14 = morno) e separar abandono de carrinho do PDRN/kits — os de maior margem merecem mais verba.

Maior ROAS da conta

③ Retenção & LTV

Onde está o lucro de skincare. Campanha dedicada a clientes existentes: quem comprou o PDRN há 30–45 dias recebe reabastecimento + cross-sell de kit. Reter custa 5–7× menos que adquirir — e o Meta faz isso bem com listas de cliente.

Recompra do PDRN

O criativo é 80% do resultado

No Meta de 2026, com a segmentação cada vez mais nas mãos da IA, o criativo virou a principal alavanca. A boa notícia: já sabemos o que vende — UGC de transformação. O passo seguinte é transformar isso de "acerto pontual" em sistema:

Como o Meta potencializa os novos canais (e vice-versa): o UGC que vence no Meta vira Spark Ad no TikTok e Demand Gen no YouTube. Os vídeos que estouram no TikTok voltam como criativo de topo no Meta. Quem assiste no YouTube entra no retargeting do Meta. O Meta deixa de ser uma ilha e vira o centro de uma máquina de criativo que abastece e é abastecida por todos os canais — esse é o ganho real da operação multicanal.
Práticas de referência 2026: consolidação de conta e Advantage+ Shopping como padrão de e-commerce; criativo como principal variável com segmentação automatizada; mensuração por ROAS combinado e incrementalidade ao operar múltiplos canais.
G
Canal de colheita · prioridade máxima

Google: capturar a demanda que já existe

No Meta nós criamos a demanda. No Google nós colhemos quem já está pesquisando "sérum PDRN", "tratamento melasma natural", "skincare vegano anti-idade". É o canal de maior intenção e o de retorno mais previsível — por isso abre primeiro.

Estrutura recomendada

1 · Search de Marca (defensivo)

Campanha barata cobrindo "De La Terre", "delaterre PDRN", etc. Protege contra concorrentes que dão lance no nosso nome e captura quem viu no TikTok/Meta e foi buscar no Google. Quase sempre o melhor ROAS da conta.

Comece por aquiCPC baixíssimo

2 · Search genérico (intenção)

Termos como "sérum PDRN vegetal", "clareador melasma natural", "skincare clean". Comece com grupos enxutos e correspondência de frase. Use o PDRN e o melasma como portas — são buscas com intenção e pouca concorrência ainda.

Termos-âncora: PDRN, melasma

3 · Shopping padrão + PMax (híbrido)

A estratégia que mais funciona em e-commerce em 2026 não é só PMax — é PMax rodando junto com Shopping padrão. O Shopping dá controle e visibilidade; o PMax dá alcance. Marcas com arquitetura bem montada entregam 35–55% mais ROAS que setups de campanha única.

Feed = ativo nº 1

4 · PMax segmentado por margem

Separe asset groups por margem: kits e PDRN (alta margem, meta de ROAS mais agressiva para escalar) vs. itens de entrada como sabonetes (ROAS conservador). Isso protege a rentabilidade enquanto escala.

Kits = motor de ticket

O feed é o seu fosso competitivo

No Google de 2026, o feed de produtos (Merchant Center) decide quem ganha. Pontos de atenção imediatos:

Atenção tática: não tratar o PMax como "configure e esqueça". Ele amplifica o que alimentamos — estratégia boa entra, resultado bom sai; estratégia ruim entra, verba desperdiçada sai. Usar palavras-chave negativas em nível de campanha (liberadas no fim de 2024) e o relatório de canais para saber onde o dinheiro está rendendo.
Fontes: Search Engine Journal & Growth Engines (2026) — estratégia híbrida PMax+Shopping; Maximizy (mar/2026) — segmentação por margem em e-commerces brasileiros; atualização da especificação de dados do Merchant Center (abr/2026).
Dentro do Google · topo de funil

YouTube: transformar prova em demanda

As campanhas de Search e Shopping colhem quem já procura. O YouTube faz o trabalho anterior: cria a consciência de que o PDRN existe e de que a De La Terre é a marca que entrega a transformação. É o canal de topo de funil do Google — e o melhor de tudo é que já sabemos qual criativo funciona: o UGC de transformação é o que mais vende hoje. A estratégia é levar exatamente essa linguagem para a maior tela de vídeo do Brasil.

Nossa vantagem injusta: "muitos feedbacks de clientes + premiação" é o combustível ideal para YouTube de topo de funil. Depoimento real responde à objeção "será que funciona?"; a premiação responde "será que é confiável?". Juntos, eles transformam um espectador frio em alguém que vai pesquisar a marca no Google — fechando o ciclo de volta para o Search.

Os formatos, por papel

1 · Demand Gen (o motor de topo)

A campanha de topo de funil do Google em 2026. Roda no YouTube (feed, in-stream, Shorts), Discover e Gmail com criativos de vídeo e imagem. Alimente com seus UGCs de transformação — é exatamente o tipo de criativo que ela foi feita para distribuir. Públicos semelhantes (lookalike) aos seus compradores aceleram o aprendizado.

Comece por aqui no vídeoUGC de transformação

2 · YouTube Shorts

O UGC vertical que já performa no TikTok roda sem reedição nos Shorts. Mesmo criativo, mais um ponto de contato barato. CPMs de Shorts ainda são competitivos e o público de skincare está lá.

Reuso direto do TikTok

3 · In-stream pulável (6s + 15s)

Abra com a transformação nos primeiros 5 segundos (antes do botão "pular"). Versão de 6s (bumper) para reforço de marca e selo da premiação; versão de 15s com o depoimento completo e o ativo PDRN.

Gancho nos 5s iniciais

4 · Remarketing em vídeo

Quem assistiu 50%+ de um vídeo ou visitou o site vira público de retargeting no YouTube — e também no Demand Gen e no Meta. O vídeo de topo abastece o funil inteiro de remarketing dos outros canais.

Abastece o cross-canal

Como roteirizar o UGC de transformação para vídeo

O criativo que vende no feed precisa de pequenos ajustes para a lógica do YouTube. Uma estrutura que costuma funcionar:

O ciclo que se fecha: alguém vê o UGC de transformação no YouTube → não compra na hora (topo de funil) → dias depois pesquisa "De La Terre" ou "sérum PDRN" no Google → cai no seu Search de marca (ROAS altíssimo) ou no Shopping. Por isso o YouTube não deve ser julgado pelo ROAS direto dele — ele infla o volume e a qualidade da demanda que os canais de fundo colhem. Meça pelo lift de buscas de marca e pelo blended ROAS, nunca pelo retorno isolado da campanha de vídeo.
Demand Gen é a evolução das campanhas de Discovery do Google (2024) e o formato padrão de topo de funil para e-commerce em 2026, distribuindo vídeo e imagem em YouTube, Shorts, Discover e Gmail.
T
Motor de descoberta · maior alcance

TikTok: onde o PDRN vira desejo

Beleza e cosméticos é a categoria nº 1 do TikTok no mundo. Rotinas de skincare, demonstração de textura e "antes e depois" convertem como nenhum outro formato — porque entregam prova social, demonstração e emoção na mesma tela. Para a De La Terre, o TikTok não é "mais um canal de ads": é o palco onde a ciência da floresta vira história visual.

A estrutura em 3 camadas

① Orgânico próprio

Perfil @delaterre publicando 4–5×/semana: rotina com o PDRN, "a ciência por trás do nano", bastidores da saboaria, antes/depois de 28 dias. Founder content (a fundadora aparecendo) é a tendência que mais escala em 2026.

Começa imediatamente · custo zero de mídia

② Creators nano/micro

Nano e micro influenciadores (10k–100k) superam contas grandes em engajamento e custam frações do preço. Para orçamento enxuto, 5–10 creators de skincare bem nichados rendem mais que uma celebridade.

Enviar PDRN + brief de rotina

③ Tráfego pago + Spark Ads

O tráfego pago entra desde o início, mas direcionado: impulsiona como Spark Ads os vídeos (próprios e de creators) que mostram tração orgânica. Anúncio que já provou engajamento tem o melhor custo. A verba inicial é de teste — achar o criativo vencedor antes de escalar.

Pago desde já, sobre o que engaja

TikTok Shop: a decisão estratégica

O TikTok Shop chegou ao Brasil e 58% dos usuários concluíram uma compra dentro do app após descobrir o produto ali. Marcas como Boticário, Avon e Natura já estão testando. Para a De La Terre vale uma ressalva importante:

O modelo antigo de "anúncio bonito" não funciona no TikTok. O conteúdo precisa funcionar como entretenimento. Pense em "a cientista que faz skincare na floresta", não em "comercial de sérum". Nossa marca — ancestralidade + biotecnologia — é uma narrativa nativa de TikTok que poucos concorrentes conseguem contar.
Fontes: Beauty Fair / propmark (2026) — 58% de conversão no app, marcas de beleza no TikTok Shop; Shoplazza (mai/2026) — nano/micro creators e o papel do DTC na recompra; Stone (2026) — ticket R$20–80 no TikTok Shop BR.
P
Evergreen de baixo custo · sempre-ativo

Pinterest: inspiração que vira carrinho

O Pinterest é o canal mais subestimado para skincare — e o de melhor relação custo-benefício para entrar. Diferente do TikTok, o conteúdo não morre em 48h: um pin de "rotina anti-melasma" continua trazendo tráfego por meses. O público chega em modo de planejamento, salvando ideias de autocuidado que pretende comprar. Já temos conta (@DeLaTerreNatural) — falta estratégia.

O plano enxuto de entrada

1 · Catálogo + Pins de Produto

Conecte o catálogo Shopify ao Pinterest para gerar pins de produto automáticos com preço e link. É a base — transforma a vitrine inteira em conteúdo pesquisável sem esforço manual.

2 · Pins idea por necessidade

Criar boards alinhados ao menu "Por Necessidade" do site: Melasma, Pele Madura, Acne, Sensível. Pins verticais de "rotina em 3 passos" com o PDRN no centro. A intenção de busca aqui é altíssima.

3 · Ads de conversão + retargeting

Verba pequena e constante em campanhas de conversão sobre os pins que mais salvam organicamente, mais retargeting de quem visitou o site. CPMs baixos fazem a verba render muito mais que no Meta.

Começa com verba mínima

4 · Reaproveitar criativos

Os vídeos do TikTok e as fotos do feed de produto servem aqui sem reprodução de custo. Um criativo, quatro canais — o Pinterest é o que mais perdoa o reuso.

Zero custo extra de produção
Por que o Pinterest combina com a De La Terre: a estética botânica/clean da marca é exatamente o que performa na plataforma. Enquanto o TikTok pede caos e autenticidade crua, o Pinterest premia o cuidado visual — e já temos uma identidade visual sofisticada pronta para isso.

Observação: o Pinterest é o canal com menor urgência. Se o orçamento apertar no início, ele pode entrar em "modo orgânico + catálogo" (custo zero de mídia) e ganhar verba só na Fase 3, sem prejuízo da estratégia.

Verba: R$ 3.500 bem concentrados

Com R$ 3.500/mês de mídia total, a regra muda: não dá para rodar cinco canais em escala ao mesmo tempo sem pulverizar a verba a ponto de nenhum aprender. A disciplina aqui é concentração + reinvestimento — proteger o motor que já dá ROAS 3–4 (Meta), abrir fatias de teste pequenas mas reais nos canais de maior intenção, e escalar a partir do retorno, não de verba nova que não temos.

Leitura honesta do número: R$ 3.500 de mídia gerando uma base de ~R$ 20k de receita indica que boa parte do faturamento já vem de orgânico, recorrência e marca — o pago está sendo eficiente. Isso é uma força: significa que cada real novo bem investido tende a render, e que não precisamos "comprar" todo o crescimento.

Distribuição · Fase 1 (mês 1) — R$ 3.500

Meta
manter o motor — 54%
R$ 1.900
Google
abrir — 26%
R$ 900
TikTok
tráfego — 14%
R$ 500
Pinterest
leve — 6%
R$ 200

O YouTube (Demand Gen) fica para quando a verba crescer. Com R$ 3.500 no total, financiar vídeo de topo de funil agora roubaria orçamento dos canais que já provam retorno. Até lá, ele roda de graça no orgânico (mesmos UGCs publicados no canal).

A escada de reinvestimento

Em vez de prometer saltos de orçamento que não existem, a verba cresce do próprio retorno: mês 1 segura os R$ 3.500 para aprender; a partir do mês 2, parte do lucro incremental vira combustível para escalar o que provou ROAS.

MêsMídia totalDe onde vem o aumentoROAS comb. alvoFaturamento projetado
HojeR$ 3.5003–4×~R$ 20k
Mês 1R$ 3.500segura para aprender2,8–3,2×R$ 20–23k
Mês 2~R$ 4.500reinveste retorno2,9–3,3×R$ 24–29k
Mês 3~R$ 6.000reinveste retorno3,0–3,5×R$ 30–38k
Por que o ROAS combinado cai um pouco antes de subir: canal novo sempre começa com ROAS menor enquanto o algoritmo aprende e o pixel acumula dados. É investimento em aprendizado, não prejuízo. Conforme os criativos vencedores aparecem e o retargeting cross-canal liga, o blend se recupera e tende a superar o atual — porque o Search de marca e o remarketing (altíssimo ROAS) passam a pesar mais.

Os valores de faturamento são uma moldura para planejar, não promessa. O fator decisivo é a margem de contribuição real por pedido — com ela definimos o ROAS mínimo viável de cada canal e o ritmo seguro de reinvestimento.

Roadmap de 90 dias

Sequência pensada para reduzir risco: estrutura técnica primeiro, canal de maior intenção primeiro, e escala só sobre o que já provou retorno.

Semanas 1–2 · Fundação

Preparar o terreno antes de gastar

  • Configurar Google Merchant Center + feed do Shopify (títulos, imagens 500px+, frete, avaliações).
  • Instalar e validar todos os pixels/tags: Google, TikTok, Pinterest + Conversions API.
  • Conectar catálogo ao Pinterest e ao TikTok.
  • Definir margem de contribuição por SKU → estabelecer ROAS mínimo viável de cada canal.
  • Reestruturar o Meta no padrão 2026: Advantage+ de aquisição, DPA de fundo, campanha de retenção.
  • Briefar 5–10 creators nano/micro de skincare e enviar o PDRN.
Semanas 3–5 · Abertura Google + TikTok

Colher a demanda e ligar o tráfego pago

  • Subir Search de Marca (defensivo) — quase sempre o melhor ROAS imediato.
  • Subir Shopping padrão + PMax segmentado por margem (kits/PDRN vs. entrada).
  • Search genérico enxuto: âncoras "sérum PDRN vegetal" e "melasma natural".
  • TikTok: orgânico (4–5 posts/semana) + tráfego pago já ativo impulsionando UGC de transformação.
  • Pinterest: catálogo ativo + primeiros boards por necessidade.
Semanas 6–9 · Conteúdo vira mídia

Impulsionar só o que provou tração

  • Identificar vídeos orgânicos/creators vencedores → transformar em Spark Ads.
  • Abrir YouTube Demand Gen com os UGCs de transformação + selo da premiação.
  • Abrir Pinterest Ads de conversão sobre os pins mais salvos + retargeting.
  • Ligar retargeting cross-canal (quem viu no TikTok/YouTube recebe no Meta/Google).
  • Otimizar feed do Google com base nos primeiros relatórios de termos.
Semanas 10–13 · Escala disciplinada

Aumentar verba onde o ROAS aguenta

  • Escalar Google e TikTok nos asset groups/criativos que bateram a meta.
  • Avaliar TikTok Shop para produtos de entrada (sabonetes, cleansing balm).
  • Montar fluxo de recompra (e-mail/WhatsApp) para elevar LTV do PDRN.
  • Revisão de blended ROAS e decisão de orçamento do trimestre seguinte.

Como medir sem se enganar

Em multicanal, o erro fatal é olhar o ROAS de cada plataforma isolado — todas vão reivindicar a mesma venda. O número que manda é o ROAS combinado (blended): faturamento total ÷ investimento total de mídia. Os indicadores por canal servem para otimizar dentro do canal, não para comparar entre eles.

Painel de indicadores

NívelIndicadorPara quê
NegócioROAS combinado (blended)Verdade única sobre rentabilidade da mídia
NegócioFaturamento total / mêsMeta de crescimento
NegócioCAC e LTV (com recompra)Saúde de longo prazo — onde está o lucro de skincare
GoogleROAS por campanha · IS de marcaEficiência e defesa do nome
YouTubeLift de busca de marca · view rate · CPVTopo de funil: medir demanda gerada, não venda direta
TikTokTaxa de retenção de vídeo · CTR · custo por compraSaber qual criativo vira Spark Ad
PinterestSaves · CTR de saída · CPMQuais pins promover
MetaROAS · frequência · fadiga de criativoManter o motor saudável

Ritual de gestão

Diário (5 min)

Olhar gasto e anomalias. Nada quebrado? Não mexer. Algoritmo precisa de estabilidade para aprender.

Semanal (30 min)

Revisar criativos, pausar o que não anda, identificar vencedores para escalar/impulsionar.

Mensal (1–2h)

Decisão de orçamento sobre blended ROAS, CAC e LTV. Realocar verba para o canal mais eficiente.

A regra de não se mexer demais: cada canal novo precisa de ~2–4 semanas e volume mínimo de conversões para sair da fase de aprendizado. Desligar campanha cedo demais ou editar todo dia reseta esse aprendizado e queima verba. Disciplina vence ansiedade.

Próximo passo para refinar

Com três informações, esta moldura vira metas numéricas firmes por canal: